quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Fim

As miudezas que sobraram da vida, a fizeram valer a pena. As pessoas que pensei que fossem embora, ficaram, e as que eu pensava que ficaria, foram embora. Como hei de aguentar com tanta contradição?
A vida terminou, você nem percebeu. O amor não durou, enquanto durou, não recebeu. Não prestou atenção na simplicidade das coisas. Como já dizia minha avó "a vida é o que fazemos dela". Então por que a complicamos tanto? A gente é tão errante.
O mundo se foi, e seus instintos covardes te impediram de sorrir pela última vez, então você descobriu, sua vida foi perdida. Os pequenos gestos no final são os que contam, os que influenciam ao pesar a sua vida. Você vale o que você é, não o que você têm. Ofereça-me desprezo que ofereço-te amor, e é como se minha vida inteira fosse ganha.
Terminou, e foi tudo perda de tempo... Romances poéticos, realidades paralelas, sonhos irreais. A vida é perda de tempo. Nunca se passa o ano, continuamos na mesmice, mas acreditamos piamente que melhoraremos neste novo ano. O ano é novo quando novos somos nós, o ano é novo somente quando o espírito é leve e permite-se voar. Ao infinito e além! Além de quaisquer que seja os obstáculos, de qualquer peso na alma.
Dai-me uma paixão, e ganho a vida. Porque a cada segundo que por ti imploro, também choro e me desfaço de meus ideais, de todos os meus planos pra te ter junto a mim.
Nada mais faz sentido. Nem a vida, nem a morte. Associa-se os dois a apenas uma passagem de uma velha para uma nova era. Quando a vida acabar, continuaremos a viver? Heis a questão.
A visão anda embaçada, e o compasso, embaraçado. Nada estava nítido, tinha que ir embora. Mas eu tinha tudo, eu tinha você, eu aguentaria ali sozinha, coragem eu tinha. Mas faltava-me algo, tinha remorso... A luz branca apareceu em minha mente, branco era tua cor preferida, e aquilo agora, era tudo o que nos unia. Fui até ti, acompanhei-te até o fim de meus dias. Por fim, morri de amor.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Homens ou animais?

Submetendo-me a loucuras habituais, percebi quão louco é viver num mundo sem nexo. Hoje, vejo a dificuldade de separar o sim e o não, pensamentos que não se predispõem a falar o que pensam. Nada é nunca mais, vazio é o tempo todo. Incógnitas de nós mesmos, quem um dia nos conhecerá? Busca nômade por normalidade, seremos nós humanos ou macacos? Grande é a palma da mão, cabe o mundo inteiro, menos nós mesmos. Fumaça de carros, novos ares para os nossos pulmões, nós aguentaremos? Habitat natural feito de sujeira secular, somos a mistura do mal da humanidade. Submeter-se, doar-se, render-se, e se? Poucos com tanto e tantos com pouco, vida real ou mal? A quem doar bondade? Bom senso deveria ser o melhor amigo do homem. Normal não é bom, diferente não é mal. Se fôssemos toda a riqueza do mundo, que fim teríamos? Polícia, novo ladrão, quem dará sossego a nossa população? Doença incurável é morrer de amor, de dor, rancor, calor. Onde está a cura? Na sede de uma paixão. Diga-me, qual a moda? Desfazer-se de todo um mundo que nos deram? A seguimos tão bem. Amanhã é tarde demais, mas próxima semana é o infinito. É tudo eterno, Deus nos deu, mas durou até ontem. Ou até amanhã, ou nunca mais. Mentes sujas, almas pútridas. Racionais ou irracionais? Homens ou animais?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ninguém morre de amor.
Amor é doença incurável. Dói, destrói, mas não mata.
Morte é o fim dos tempos, amor, o início de uma nova era.