quinta-feira, 24 de maio de 2012

O valor da vida

E no fim a gente percebe que as coisas não foram tão más. Não há nada melhor que o sentimento de dever cumprido, de que não deixou nada pela metade. Porque é isso que importa. Quando a gente for embora, não vai poder fazer mais nada, e as pessoas não vão lembrar de nós pelo que somos - que embora conte, não é assim tão importante - mas pelo que fizemos. E ninguém lembra dos seus sorrisos amarelos ou do brilho que faltou em teu olhar, não se lembram de pessoas mais ou menos. Não vão lembrar das suas meias palavras e dos seus meios amores, porque ninguém lembra pela metade. Vão lembrar do seu prazer para com os outros, da sua voracidade, da sua espontaneidade e da sua entrega. O que fica quando você vai é quantas pessoas você fez sorria, e não quantas beijou. As pessoas não aguentam mais essas irrelevâncias. Saiba sorrir sinceramente, pois o que você cativou, não há quem tire de ti. Seja inversa a todas as regras, porque não há nada mais alegre no mundo do que ser uma exceção. Faça uma inversão de valores e crie um mundo paralelo, pois não há nada mais sufocante que a realidade. Seja autêntico, porque não há nada que tenha mais valor que ser o autor de sua história. De tudo, o que nos resta é ser feliz. A felicidade é o caminho que temos que traçar. Ninguém é feliz todo o tempo, mas temos que ser sempre que possível, mesmo que pareça insignificante. Quando não é possível ser feliz, seja ao menos alegre e lembre-se: o palhaço embora triste, faz sempre alguém sorrir.

domingo, 29 de abril de 2012

Quase sem final feliz

Marieta era uma menina que gostava de brincar, ela brincava com Clarinha, Mariana e Kaká.
Certo dia Marieta arrumou um amiguinho, ela gostou logo de cara, desse tal de Joãozinho.
Marieta apaixonou-se tão perdidamente, antes de descobrir que Joãozinho só mente
Passaram-se os dias, quiçá as gerações, e Marieta ainda parecia ter vários corações
Só falava em Joãozinho, dia e noite sem parar, menina inocente, até pensava em casar
Mas o João só a enganava, pois a Clarinha pequenina era de quem ele gostava
E no dia do casório ele não apareceu, até anoiteceu esperando o tal João
No outro dia descobriram que o João tinha fugido, com a pequena Clarinha, seu romance proibido
Marieta estava quieta, só pensava em se matar, nem sabia que ali estava o homem para amar
Conrado e Marieta se conheciam desde criança, de quando Marieta fazia aula de dança
Eles dançaram forró juntos e dela ele nunca esqueceu, que triste ele ficou com a noticia que o tio deu
Marieta ia se casar, com um tremendo garanhão, e seu amor de infância, ia ficar pequeno feito um grão
Ao menos deu tudo errado, quem estava lá para acudi-la era mesmo o tal Conrado
Eles se reconheceram, deram alguns sorrisos e seguiram em frente
O final da história, quem não sabe aprende, eles foram felizes, felizes para sempre.

domingo, 8 de abril de 2012

Há tantas coisas escondidas num olhar, há tantas palavras no silêncio.
Mas a gente não entende, a cegueira nos afetou… A gente olha mais não vê.
É coisa de mais para mim, paranormal tentar ver assim: Quem enxerga palavras?
Poetas de outrora talvez as entendessem, mas nós, meros humanos…
O que faremos com nossos devaneios? Serão apenas anseios?
Onde é que o mundo vai parar? Ninguém consegue mais nem se olhar.
[ou amar

sábado, 10 de março de 2012

Nem tão efêmero assim.

Fiz-me girassol pra tu me notar, mas é uma pena que girassóis não amem. Depois, fiz-me flor pra tu me cheirar, mas despetalei. A vida nunca condiz com a situação. Se houve um nó, eu desatei; se tocou dó, continuei. Mas você não me notou, mas paixão tem essas coisas não-correspondidas. Os meus sorrisos nunca chegavam a ti, meus beijos eram solitários e meus olhos, vazios. Fui me entregando a desistência...
Anos se passaram, a vida continuou, mas a paixão arrebatadora ainda me tomava o peito. Deveria ser de infância, mas teimava em não cessar. Passaram-se mais anos, e enfim, olhos se cruzaram, sorrisos amarelos correspondidos, oi trocados e já parecia que nos conhecíamos de outra vida; uma sensação de estômagos revirados - ah, malditas borboletas!; um vazio que deveria ser preenchido por você. E eu não sei como, mas depois de anos ainda me fazia muito bem.
Encontros casuais me ligavam a você. Seu sorriso ainda me fazia enlouquecer - e isso não tem explicação. As coisas já não mais faziam sentido, e nem haveriam de fazer. Você me dava a sua casa, mas eu queria a sua vida. Eu queria mais. Eu estava ficando louca, escutava Joplin e me lembrava de você, todos os rostos na rua eram iguais ao seu.
Então escrevi pra você "é a sua casa, mas deveria ser nosso lar", colei na geladeira. E desejei que toda loucura feita por amor fosse perdoada. Então, esperei sua resposta, e nada. Passou-se horas, passou-se dias e eu na espera. Até que o dia chegou. Abri a porta e ele lá estava com um buquê de rosas vermelhas, e com bastante inquietação murmurou algo, depois sussurrou no meu ouvido "senti sua falta". Olhou nos meus olhos e eu sabia mais do que ele imaginava, eu lia seus pensamentos com o coração. Eu disse que o amava e então ele sorriu. Foi como na primeira vez.
Ainda bem que escutei minha mãe quando ela disse que o amor valia a pena no final, porque vale. E muito. Apesar dos apesares.
E com aquele sorriso eu senti que seríamos felizes até depois do sempre.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Fim

As miudezas que sobraram da vida, a fizeram valer a pena. As pessoas que pensei que fossem embora, ficaram, e as que eu pensava que ficaria, foram embora. Como hei de aguentar com tanta contradição?
A vida terminou, você nem percebeu. O amor não durou, enquanto durou, não recebeu. Não prestou atenção na simplicidade das coisas. Como já dizia minha avó "a vida é o que fazemos dela". Então por que a complicamos tanto? A gente é tão errante.
O mundo se foi, e seus instintos covardes te impediram de sorrir pela última vez, então você descobriu, sua vida foi perdida. Os pequenos gestos no final são os que contam, os que influenciam ao pesar a sua vida. Você vale o que você é, não o que você têm. Ofereça-me desprezo que ofereço-te amor, e é como se minha vida inteira fosse ganha.
Terminou, e foi tudo perda de tempo... Romances poéticos, realidades paralelas, sonhos irreais. A vida é perda de tempo. Nunca se passa o ano, continuamos na mesmice, mas acreditamos piamente que melhoraremos neste novo ano. O ano é novo quando novos somos nós, o ano é novo somente quando o espírito é leve e permite-se voar. Ao infinito e além! Além de quaisquer que seja os obstáculos, de qualquer peso na alma.
Dai-me uma paixão, e ganho a vida. Porque a cada segundo que por ti imploro, também choro e me desfaço de meus ideais, de todos os meus planos pra te ter junto a mim.
Nada mais faz sentido. Nem a vida, nem a morte. Associa-se os dois a apenas uma passagem de uma velha para uma nova era. Quando a vida acabar, continuaremos a viver? Heis a questão.
A visão anda embaçada, e o compasso, embaraçado. Nada estava nítido, tinha que ir embora. Mas eu tinha tudo, eu tinha você, eu aguentaria ali sozinha, coragem eu tinha. Mas faltava-me algo, tinha remorso... A luz branca apareceu em minha mente, branco era tua cor preferida, e aquilo agora, era tudo o que nos unia. Fui até ti, acompanhei-te até o fim de meus dias. Por fim, morri de amor.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Homens ou animais?

Submetendo-me a loucuras habituais, percebi quão louco é viver num mundo sem nexo. Hoje, vejo a dificuldade de separar o sim e o não, pensamentos que não se predispõem a falar o que pensam. Nada é nunca mais, vazio é o tempo todo. Incógnitas de nós mesmos, quem um dia nos conhecerá? Busca nômade por normalidade, seremos nós humanos ou macacos? Grande é a palma da mão, cabe o mundo inteiro, menos nós mesmos. Fumaça de carros, novos ares para os nossos pulmões, nós aguentaremos? Habitat natural feito de sujeira secular, somos a mistura do mal da humanidade. Submeter-se, doar-se, render-se, e se? Poucos com tanto e tantos com pouco, vida real ou mal? A quem doar bondade? Bom senso deveria ser o melhor amigo do homem. Normal não é bom, diferente não é mal. Se fôssemos toda a riqueza do mundo, que fim teríamos? Polícia, novo ladrão, quem dará sossego a nossa população? Doença incurável é morrer de amor, de dor, rancor, calor. Onde está a cura? Na sede de uma paixão. Diga-me, qual a moda? Desfazer-se de todo um mundo que nos deram? A seguimos tão bem. Amanhã é tarde demais, mas próxima semana é o infinito. É tudo eterno, Deus nos deu, mas durou até ontem. Ou até amanhã, ou nunca mais. Mentes sujas, almas pútridas. Racionais ou irracionais? Homens ou animais?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ninguém morre de amor.
Amor é doença incurável. Dói, destrói, mas não mata.
Morte é o fim dos tempos, amor, o início de uma nova era.