quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Homens ou animais?
Submetendo-me a loucuras habituais, percebi quão louco é viver num mundo sem nexo. Hoje, vejo a dificuldade de separar o sim e o não, pensamentos que não se predispõem a falar o que pensam. Nada é nunca mais, vazio é o tempo todo. Incógnitas de nós mesmos, quem um dia nos conhecerá? Busca nômade por normalidade, seremos nós humanos ou macacos? Grande é a palma da mão, cabe o mundo inteiro, menos nós mesmos. Fumaça de carros, novos ares para os nossos pulmões, nós aguentaremos? Habitat natural feito de sujeira secular, somos a mistura do mal da humanidade. Submeter-se, doar-se, render-se, e se? Poucos com tanto e tantos com pouco, vida real ou mal? A quem doar bondade? Bom senso deveria ser o melhor amigo do homem. Normal não é bom, diferente não é mal. Se fôssemos toda a riqueza do mundo, que fim teríamos? Polícia, novo ladrão, quem dará sossego a nossa população? Doença incurável é morrer de amor, de dor, rancor, calor. Onde está a cura? Na sede de uma paixão. Diga-me, qual a moda? Desfazer-se de todo um mundo que nos deram? A seguimos tão bem. Amanhã é tarde demais, mas próxima semana é o infinito. É tudo eterno, Deus nos deu, mas durou até ontem. Ou até amanhã, ou nunca mais. Mentes sujas, almas pútridas. Racionais ou irracionais? Homens ou animais?
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Que fantástico, tá de parabéns, o texto está maravilhoso! Amei!
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