quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Ando a tua espera, cara metade.
Ando fechada com oito cadeados e sete chaves. Quem diria, sou mesmo um segredo, daqueles jamais revelados, sabe? Nunca esperei me encontrar mesmo, nunca achei que fosse realmente fácil. E não sou só isso, e não sou só eu. Entremos em um consenso: todos somos aquelas pecinhas, daquelas esperando ser encaixadas em outra. Mas, espere, não somos um quebra-cabeça de duzentas peças, somos milhões, meu bem, milhões! Espero que esse milhões tenha tido bastante ênfase. Onde estará minha última chave? Onde estará minha cara metade? Do outro lado do mundo talvez, e é extenso demais pr'eu procurar. Então continuo fechadinha, não procuro, já me decepcionei demais, já não alimento amor, já não sofro mais, estou só aqui. Não admito mais perturbação, ah amor, deixe de me aporrinhar, deixe estar, deixe-me bem, não queres ficar que eu sei. Sei também que minha cara metade não é você. Deixa eu te dizer, ainda tem gente que me pergunta se sou inteira. Sim, em partes. Ainda me falta um pedacinho chamado você. Você aí que eu hei de encontrar e que eu hei de nunca perder. Porque como cantou Rô Rô: "eu sei que vou te amar". Estou me sentindo um tanto curiosa (demais!), falo de meu bem querer como se o conhecesse, e meu eu diz que o conheço, mas ele não existe, não é? Acho que ando escutando Bossa demais e as letras andam me invadindo. Ando viajando em pensamento e esperando quase nada. Sempre foi assim, não esperei nada demais de mim. Estou imobilizada em sonhos e confusa em letras. É estranho, com certeza, para todos. Pareço mais normal que nunca, só pareço ter sido invadida por uma parte de Lygia. Ahh, Lygia... Ajude-me nesta minha procura. Sei que aprendi demais, sei que li demais, mas agora de nada adianta. Cresci em pensamento - mas ainda penso em ti -, então não é crescer, é regredir. Tenho o dobro de minha verdadeira idade e ajo como uma criança. Ando matutando um pouco mais e está bem mais claro que ainda hei de encontrar a ti, carnalmente pouco importa, te encontro em pensamento e ensino-te a não roubar-me. Ando meio desfigurada sem ti, cara metade, ando lhe esperando para completar-me. Te quero agora, te espero sempre.
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