
Nos entrelaçamos em um pequeno gesto, e a complicação que antes permanecia já nem existe mais. Como um passe de mágica toda aquela cobrança que tinha quanto a mim mesma - e a tudo - sumiu. E só você me faz sentir assim, és único. Ah... quanta ternura que sinto por ti. Entrelaçava-me cada vez mais em teus braços, o meu corpo não queria soltar-te de jeito algum. E lá estávamos nós, em um abraço, um amasso, um caso, ou em quaisquer que fosse o ponto de vista.
- Me abraça? - pedia quase como se estivesse implorando.
- É deplorável ver como precisas de mim.
- Mas sabes que preciso, não sabe?
- Já te disse que é deplorável - disse-lhe em tom de desprezo
- Diga-me que estás brincando! - uma lágrima formou-se em seu delicado rosto
- E estou mesmo, meu bem - respondeu-lhe com aquele sorriso malicioso.
Encararam-se por alguns minutos, entre abraços e risos.
- Te amo.
(silêncio)
- Não encare-me, querido, só digo-lhe a verdade.
- Que queres? - disse-lhe um tanto confuso
- Reciprocidade.
- É recí...
E como sempre, acordou-se na melhor parte do sonho, abraçou a si mesma e seguiu em frente sabendo o quão bom é sonhar e sabendo que realidade é aquilo que nós queremos que seja.
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