domingo, 25 de setembro de 2011

Pretéritos.

Deixei tudo pra trás, porque pareceu conveniente seguir em frente. Mas em frente era longe e inconveniente demais. Tão inconveniente como nós dois foi. Mas era passado, ficou pra trás, ficou em mim, nunca saiu, desgrudou, ou essas coisas. Foi difícil fingir que era fácil, mas era fácil fazer virar difícil. Bate a saudade, e em pretérito te digo: Te amei demais. Mas quer saber? Não amo mais, insisto em cortar relações e em dizer que nada é para sempre, acreditava nesses clichês, já nem acredito mais. Se torna massacrante quando não é contigo, nos culpamos pela não-perfeição. Mas venhamos e convenhamos a-vida-não-é-feliz-para-sempre.
Voltou a me atentar esse tal passado, que de passado não tem nada. O que passou, ficou, insiste em ser presente, e de se estender até o futuro. Procuro entender o quão difícil pode ser mudar, e deixar pra trás, e fingir não ter memória, e essas coisas que teimamos em fazer todos os dias. Como se adiantasse esquecer, página ruim não reescreve, rasga. Afinal, passado é passado, se não ficar pra trás, não é.

Um comentário:

  1. É isso... esse texto me fez ter vontade de rasgar algumas coisas que ainda tento reescrever, risos. Lindo texto, Duda (:

    ResponderExcluir